Acabei de perceber que a comunidade Ethereum está promovendo uma direção tecnológica bastante interessante. Os desenvolvedores descobriram alguns problemas de segurança na análise criptográfica do Poseidon2, e ao invés de se apressarem em bloquear uma versão específica do pré-compilado, eles estão explorando uma abordagem mais flexível.



A ideia central é adicionar pré-compilados para lidar com cálculos vetoriais de números de 32 bits, o que pode reduzir significativamente os custos de gás e o consumo de execução. Acho essa abordagem bastante inteligente, como se fosse uma instalação de GPU na EVM. O benefício dessa estratégia é que ela resolve problemas de compatibilidade entre diferentes versões do Poseidon, além de abrir novas possibilidades em áreas de ponta como assinaturas resistentes a quânticos e criptografia totalmente homomórfica.

Ao invés de insistir em uma única versão, o que poderia gerar riscos de consenso e complexidades, é melhor deixar espaço para ajustes. Os desenvolvedores podem escolher aumentar o número de rodadas do Poseidon2 conforme necessário, ou retornar ao Poseidon1. Essa solução vetorial flexível pode se adaptar melhor a diferentes cenários de aplicação.

A longo prazo, melhorias nesse tipo de infraestrutura beneficiam várias aplicações no ecossistema, especialmente aquelas que exigem alta eficiência computacional. Quem tiver interesse pode acompanhar as movimentações de ativos relacionados na Gate.
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