Stephen King lidera as críticas de celebridades contra o bombardeio de Trump no Irã

O ataque aéreo ordenado por Donald Trump contra território iraniano no final de fevereiro gerou uma onda de repúdio em Hollywood. Entre as vozes mais destacadas estava a do escritor Stephen King, que não só questionou a decisão presidencial, mas também exigiu formalmente a destituição do presidente dos Estados Unidos.

De acordo com relatos, o bombardeio realizado em colaboração com Israel resultou na morte de Ali Khamenei, líder supremo iraniano, a quem Trump qualificou como “uma das pessoas mais más”. A ofensiva provocou retaliações iranianas contra bases militares em países vizinhos, incluindo o Qatar, que foi forçado a suspender a Finalissima devido à escalada de hostilidades.

As exigências legais de Stephen King contra as ações presidenciais

O autor de It foi particularmente enfático na sua condenação. Stephen King afirmou que Trump violou claramente a lei ao iniciar hostilidades sem autorização do Congresso, única instituição com poder constitucional para declarar guerra. Essa observação legal levou o escritor a exigir publicamente a destituição do presidente.

Não era a primeira vez que Stephen King se pronunciava contra Trump. Anteriormente, o autor já havia criticado decisões presidenciais anteriores, demonstrando um padrão consistente de rejeição ao que considera abusos de poder executivo.

Alguns comentários nas redes sociais sugeriram que a ofensiva buscava desviar a atenção mediática das menções de Trump aos Arquivos de Jeffrey Epstein, uma teoria que ressoou entre vários críticos do mandatário.

Outras vozes de Hollywood repudiando a ofensiva militar

Para além de Stephen King, outros artistas se juntaram à condenação. Jack White, vocalista do The White Stripes, ironizou a aspiração presidencial de receber um Prémio Nobel da Paz “enquanto declara guerra com uma gorra de camionista”.

A atriz e comediante Rosie O’Donnell qualificou Trump de “mentiroso”, destacando que durante a sua campanha “prometeu acabar com as guerras, não provocá-las”. Por sua vez, John Cusack sugeriu que a ação militar funcionava como mecanismo de distração dos assuntos internos.

Mark Ruffalo, intérprete de Bruce Banner nos filmes da Marvel, argumentou que as supostas “negociações” entre Irã e Estados Unidos nunca tiveram como objetivo genuíno alcançar a paz, descartando qualquer possibilidade de resolução diplomática.

Kathy Griffin, comediante americana, também apoiou a teoria de que o bombardeio buscava distrair dos Arquivos Epstein e das múltiplas menções do republicano nesses documentos.

Morgan Freeman e Robert De Niro ampliam a condenação presidencial

A crítica estendeu-se além dos comentários específicos sobre o Irã. Morgan Freeman emitiu um comunicado mais geral sobre a gestão presidencial, afirmando: “Há alguém sentado na Casa Branca que nos leva a um buraco de merda; não consigo entender como um criminoso acusado de 34 crimes se tornou presidente”.

Robert De Niro, em declarações posteriores, pediu “livrar-se dele”, alertando que se Trump continuar a gerar conflitos adicionais, “vai arruinar o país e não vai sair do poder”.

Essas declarações coletivas de figuras do entretenimento refletiram uma posição predominante em certos círculos de Hollywood: a percepção de que Stephen King e outros artistas compartilhavam sérias preocupações sobre o exercício do poder presidencial em matéria de política externa e respeito aos limites constitucionais.

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