O metal precioso enfrenta resistência nesta sexta-feira, cedendo terreno diante de um dólar americano que consolida seus ganhos dos últimos quinze dias. A cotação ouro mantém-se sob tensão após recuperação modesta do patamar de US$ 4.400, com vendedores reaparecendo durante o pregão asiático. Essa dinâmica reflete um cenário onde as perspectivas de política monetária dovista do Federal Reserve funcionam como freio parcial para o fortalecimento cambial, criando um equilíbrio frágil que poderá ser desfeito com os próximos números do mercado de trabalho americano.
O cenário de divisas: dólar em alta, mas contido pelas expectativas do Fed
O USD atingiu seu nível mais elevado desde o início de dezembro, pressionando significativamente a cotação ouro no gráfico de curto prazo. Porém, as sinalizações dovista emanadas pelo banco central americano refreiam apostas mais agressivas de apreciação cambial. Operadores precificam a possibilidade de que o Fed inicie cortes de taxa já em março, seguido de novas reduções até o final do ano, o que historicamente fornece suporte ao ouro, um ativo sem rendimento que se beneficia de taxas de juros mais baixas.
Declarações recentes de Scott Bessent, secretário do Tesouro, reforçam essa leitura, ao argumentar que a redução dos custos de empréstimo é o componente faltante para aceleração econômica mais robusta. Essa postura cria espaço para que o metal amarelo encontre algum alicerce técnico, mesmo sob pressão do dólar mais forte.
Emprego americano é a próxima encruzilhada de preços
Os dados de folha de pagamento não agrícola (NFP) divulgados ainda hoje serão determinantes para definir o próximo capítulo da cotação ouro e da dinâmica do dólar. O mercado estima criação de 60 mil novos empregos em dezembro, abaixo dos 64 mil registrados em novembro, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 4,6% para 4,5%.
Esses números não apenas influenciarão a avaliação do mercado sobre a saúde econômica americano, como também oferecerão sinais cruciais sobre o ritmo de afluxamento de política do Fed. Qualquer resultado mais fraco poderá oferecer suporte ao ouro, encorajando apostas em cortes de taxa mais frequentes. Por outro lado, um dado robusto de emprego consolidaria a visão de economia resiliente e poderia pressionar o metal ainda mais.
Tensões geopolíticas oferecem porto seguro alternativo
Paralelo ao calendário econômico, as incertezas geopolíticas ganham peso como fator de sustentação para o ouro como ativo de refúgio. A crescente disputa sino-japonesa, com a China restringindo exportações de terras raras ao Japão em resposta a declarações do primeiro-ministro japonês sobre Taiwan, reforça a volatilidade regional. Da mesma forma, o conflito prolongado entre Rússia e Ucrânia permanece como risco latente, enquanto comentários recentes do presidente Trump sobre administração americana da Venezuela adicionam uma camada extra de incerteza geopolítica.
Esses fatores funcionam como contrapeso às pressões cambiais, oferecendo um teto inferior para quedas mais pronunciadas na cotação ouro durante a sessão, ainda que de forma moderada.
Análise técnica do gráfico: XAU/USD mantém estrutura de tendência altista
No gráfico do ouro, o par XAU/USD preserva posicionamento acima da média móvel exponencial (EMA) de 200 períodos, cotada em aproximadamente US$ 4.322,58, sustentando o arcabouço altista de mais longo prazo. A inclinação ascendente dessa média continua amortecendo retrações, indicando que compradores mantêm controle estrutural do ativo.
A convergência/divergência de média móvel (MACD) permanece abaixo tanto da linha de sinal quanto da marca zero, porém em trajetória de elevação. O histograma negativo em contração sinaliza enfraquecimento da pressão vendedora. O índice de força relativa (RSI), posicionado em 56, situa-se acima da marca neutra de 50, sugerindo melhora moderada do impulso sem sinalizar condições de sobrecompra que exigiriam cautela.
Caso o momentum prossiga firmando-se, otimistas poderão prolongar a recuperação, com quedas absorvidas pela tendência predominante. O suporte crítico permanece em US$ 4.322,58; uma ruptura decisiva abaixo desse nível abriria caminho para retração mais profunda. Acima, os topos históricos de dezembro próximos a US$ 4.500 representam a próxima zona relevante de resistência.
Dinâmica das principais moedas: dólar lidera ganhos semanais
O dólar americano registrou valorização de 0,60% frente ao euro durante a semana, enquanto ganhou 0,92% contra o franco suíço, seu melhor desempenho relativo. Ante a libra esterlina, o USD avançou 0,27%, e contra o iene japonês, 0,90%. A moeda americana cedeu apenas 0,30% frente ao dólar canadense, consolidando sua posição como principal beneficiária das dinâmicas cambiais recentes. Essa força generalizada do USD reforça os desafios enfrentados pela cotação ouro, tornando particularmente importante o resultado do NFP para eventual reversão dessa dinâmica.
Análise técnica produzida com suporte de ferramentas computacionais de processamento de dados
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A pressão do dólar robusto limita o impulso do ouro antes do dado crucial de empregos americanos
O metal precioso enfrenta resistência nesta sexta-feira, cedendo terreno diante de um dólar americano que consolida seus ganhos dos últimos quinze dias. A cotação ouro mantém-se sob tensão após recuperação modesta do patamar de US$ 4.400, com vendedores reaparecendo durante o pregão asiático. Essa dinâmica reflete um cenário onde as perspectivas de política monetária dovista do Federal Reserve funcionam como freio parcial para o fortalecimento cambial, criando um equilíbrio frágil que poderá ser desfeito com os próximos números do mercado de trabalho americano.
O cenário de divisas: dólar em alta, mas contido pelas expectativas do Fed
O USD atingiu seu nível mais elevado desde o início de dezembro, pressionando significativamente a cotação ouro no gráfico de curto prazo. Porém, as sinalizações dovista emanadas pelo banco central americano refreiam apostas mais agressivas de apreciação cambial. Operadores precificam a possibilidade de que o Fed inicie cortes de taxa já em março, seguido de novas reduções até o final do ano, o que historicamente fornece suporte ao ouro, um ativo sem rendimento que se beneficia de taxas de juros mais baixas.
Declarações recentes de Scott Bessent, secretário do Tesouro, reforçam essa leitura, ao argumentar que a redução dos custos de empréstimo é o componente faltante para aceleração econômica mais robusta. Essa postura cria espaço para que o metal amarelo encontre algum alicerce técnico, mesmo sob pressão do dólar mais forte.
Emprego americano é a próxima encruzilhada de preços
Os dados de folha de pagamento não agrícola (NFP) divulgados ainda hoje serão determinantes para definir o próximo capítulo da cotação ouro e da dinâmica do dólar. O mercado estima criação de 60 mil novos empregos em dezembro, abaixo dos 64 mil registrados em novembro, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 4,6% para 4,5%.
Esses números não apenas influenciarão a avaliação do mercado sobre a saúde econômica americano, como também oferecerão sinais cruciais sobre o ritmo de afluxamento de política do Fed. Qualquer resultado mais fraco poderá oferecer suporte ao ouro, encorajando apostas em cortes de taxa mais frequentes. Por outro lado, um dado robusto de emprego consolidaria a visão de economia resiliente e poderia pressionar o metal ainda mais.
Tensões geopolíticas oferecem porto seguro alternativo
Paralelo ao calendário econômico, as incertezas geopolíticas ganham peso como fator de sustentação para o ouro como ativo de refúgio. A crescente disputa sino-japonesa, com a China restringindo exportações de terras raras ao Japão em resposta a declarações do primeiro-ministro japonês sobre Taiwan, reforça a volatilidade regional. Da mesma forma, o conflito prolongado entre Rússia e Ucrânia permanece como risco latente, enquanto comentários recentes do presidente Trump sobre administração americana da Venezuela adicionam uma camada extra de incerteza geopolítica.
Esses fatores funcionam como contrapeso às pressões cambiais, oferecendo um teto inferior para quedas mais pronunciadas na cotação ouro durante a sessão, ainda que de forma moderada.
Análise técnica do gráfico: XAU/USD mantém estrutura de tendência altista
No gráfico do ouro, o par XAU/USD preserva posicionamento acima da média móvel exponencial (EMA) de 200 períodos, cotada em aproximadamente US$ 4.322,58, sustentando o arcabouço altista de mais longo prazo. A inclinação ascendente dessa média continua amortecendo retrações, indicando que compradores mantêm controle estrutural do ativo.
A convergência/divergência de média móvel (MACD) permanece abaixo tanto da linha de sinal quanto da marca zero, porém em trajetória de elevação. O histograma negativo em contração sinaliza enfraquecimento da pressão vendedora. O índice de força relativa (RSI), posicionado em 56, situa-se acima da marca neutra de 50, sugerindo melhora moderada do impulso sem sinalizar condições de sobrecompra que exigiriam cautela.
Caso o momentum prossiga firmando-se, otimistas poderão prolongar a recuperação, com quedas absorvidas pela tendência predominante. O suporte crítico permanece em US$ 4.322,58; uma ruptura decisiva abaixo desse nível abriria caminho para retração mais profunda. Acima, os topos históricos de dezembro próximos a US$ 4.500 representam a próxima zona relevante de resistência.
Dinâmica das principais moedas: dólar lidera ganhos semanais
O dólar americano registrou valorização de 0,60% frente ao euro durante a semana, enquanto ganhou 0,92% contra o franco suíço, seu melhor desempenho relativo. Ante a libra esterlina, o USD avançou 0,27%, e contra o iene japonês, 0,90%. A moeda americana cedeu apenas 0,30% frente ao dólar canadense, consolidando sua posição como principal beneficiária das dinâmicas cambiais recentes. Essa força generalizada do USD reforça os desafios enfrentados pela cotação ouro, tornando particularmente importante o resultado do NFP para eventual reversão dessa dinâmica.
Análise técnica produzida com suporte de ferramentas computacionais de processamento de dados