Quando Ken Chan, cofundador da Aevo, publicou uma postagem provocadora com o título «Passei 8 anos da minha vida na indústria cripto em vão», ele expressou o que muitos sentiam em silêncio. A fadiga de acompanhar constantemente notícias, tendências impulsivas, memecoins e especulações realmente se acumula. No entanto, esse sentimento é — uma consequência, não uma previsão.
As razões dessa fadiga são estruturais. O hype precede os fundamentos; os narrativos mudam mais rápido do que a tecnologia evolui; os heróis da cultura dividem o palco com dúvidas coletivas; projetos muitas vezes não caem — eles simplesmente desaparecem. Isso não é uma força da indústria cripto, mas sua realidade atual. E ainda assim, Nic Carter, da Castle Island Ventures, deu uma resposta fundamentada ao pessimismo de Ken: «Não me arrependo de ter passado oito anos na indústria cripto». Sua argumentação resume por que você deve continuar acreditando.
Cinco razões pelas quais a criptomoeda ainda está mudando o mundo
Ao perguntar «Em que realmente acreditamos?», Nic Carter destacou cinco direções fundamentais:
Um sistema financeiro mais saudável. O Bitcoin surgiu não como uma ferramenta de enriquecimento, mas como uma resposta à crise de 2008. Um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer — essa é a primeira frase do seu whitepaper. Pela primeira vez na história, a humanidade obteve dinheiro que não requer confiança em nenhuma pessoa ou instituição. Uma empresa Web2 pode fechar sua conta amanhã; mas ninguém pode interromper sua transação em Bitcoin.
Codificação da lógica de negócios. Os smart contracts permitiram, pela primeira vez, programar regras de interação sem intermediários.
Propriedade digital. Você, pela primeira vez, possui ativos que pode administrar completamente sem permissão do Estado ou de uma empresa.
Mercados de capitais mais eficientes. A cripto codifica operações financeiras de forma mais rápida e barata do que os sistemas tradicionais.
Inclusão financeira global. Milhares de pessoas sem conta bancária tiveram acesso, pela primeira vez, a um sistema financeiro digital unificado.
Onde a cripto já mudou a realidade
A aritmética dos fatos é inquestionável. Na Argentina, Turquia e Venezuela, onde a inflação destrói a moeda local, stablecoins já se tornaram um sistema financeiro paralelo. As stablecoins representam 61,8% do volume de negociações cripto na Argentina — isso não é especulação, é sobrevivência.
Para freelancers e nômades digitais, USDT tornou-se o dólar digital. Para comerciantes e empresários, transferir pesos para USDT com um clique é muito mais seguro do que esconder dinheiro debaixo do colchão ou arriscar no mercado negro.
Essa é uma desconfiança no crédito estatal, mas não o caos — é uma proteção à propriedade privada. Em países onde a moeda se desvaloriza constantemente, cada transação dessas é uma resistência ao roubo sistêmico.
A inércia institucional não para
Aqui estão alguns desenvolvimentos atuais:
Quase todos os top-20 fundos globais já possuem departamentos Web3
Instituições tradicionais continuam entrando no mercado: BlackRock, Fidelity, CME
Moedas digitais estatais estão alinhadas com o Bitcoin
ETFs de ativos digitais nos EUA atingem recordes de captação de recursos
Em 15 anos, o Bitcoin entrou no top-10 de ativos financeiros do mundo
Mesmo que a indústria esteja cheia de especulações, fraudes e caos, essas mudanças já aconteceram. Elas mudaram o mundo. E a indústria cripto continuará a transformar a estrutura financeira global.
Lições do mundo da internet: você precisa entender os ciclos
As dúvidas da modernidade muitas vezes se acalmam diante de uma perspectiva histórica.
Em 2000, a bolha da internet estourou: o NASDAQ caiu 78%. Em 1995, a Amazon era simplesmente um «site de venda de livros». Em 1998, o Google era considerado pior que o Yahoo. As redes sociais em 2006 eram apenas uma «rebeldia de adolescentes».
A primeira internet foi cheia de milhares de startups que desapareceram; inovações que ficaram no passado; investimentos sem retorno. 90% dos primeiros produtos móveis não sobreviveram. Mas isso não foi em vão.
BBS, portais, dial-up — tudo desapareceu. No entanto, a infraestrutura que criaram — navegadores, TCP/IP, servidores, compiladores — tornou-se a base para Facebook, Google, Apple, internet móvel, computação em nuvem, IA. Cada geração de tecnologia destrói a anterior, mas nenhuma foi sem propósito.
A cripto segue o mesmo caminho. Revoluções tecnológicas nunca terminam com uma única geração.
Você não está sozinho na sua persistência
Mesmo que o Ethereum seja substituído por outros blockchains, L2 reescrevam novas arquiteturas, e todas as DEX desapareçam — isso não será em vão. Você está criando o terreno para o futuro. Experimentando. Definindo parâmetros. Realizando experimentos sociais. Deixando experiência para quem vir depois.
Você não é o fim da história da cripto — você é a primeira geração dela. E você não está sozinho. Milhões de desenvolvedores, pesquisadores, operadores de nós, gestores de fundos e construtores ao redor do mundo estão impulsionando essa era junto com você.
A inflação global, a dívida soberana, o déficit de ativos após a queda das taxas livres de risco, a ausência de privacidade — todos esses problemas tornam a visão da indústria cripto não obsoleta, mas ainda mais relevante.
O rio não compete, mas beneficia a todos. E você ainda deve acreditar no que faz.
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Por que vale a pena permanecer fiel à criptomoeda: e por que você deve confiar nela
A fadiga coletiva — não é motivo para desistir
Quando Ken Chan, cofundador da Aevo, publicou uma postagem provocadora com o título «Passei 8 anos da minha vida na indústria cripto em vão», ele expressou o que muitos sentiam em silêncio. A fadiga de acompanhar constantemente notícias, tendências impulsivas, memecoins e especulações realmente se acumula. No entanto, esse sentimento é — uma consequência, não uma previsão.
As razões dessa fadiga são estruturais. O hype precede os fundamentos; os narrativos mudam mais rápido do que a tecnologia evolui; os heróis da cultura dividem o palco com dúvidas coletivas; projetos muitas vezes não caem — eles simplesmente desaparecem. Isso não é uma força da indústria cripto, mas sua realidade atual. E ainda assim, Nic Carter, da Castle Island Ventures, deu uma resposta fundamentada ao pessimismo de Ken: «Não me arrependo de ter passado oito anos na indústria cripto». Sua argumentação resume por que você deve continuar acreditando.
Cinco razões pelas quais a criptomoeda ainda está mudando o mundo
Ao perguntar «Em que realmente acreditamos?», Nic Carter destacou cinco direções fundamentais:
Um sistema financeiro mais saudável. O Bitcoin surgiu não como uma ferramenta de enriquecimento, mas como uma resposta à crise de 2008. Um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer — essa é a primeira frase do seu whitepaper. Pela primeira vez na história, a humanidade obteve dinheiro que não requer confiança em nenhuma pessoa ou instituição. Uma empresa Web2 pode fechar sua conta amanhã; mas ninguém pode interromper sua transação em Bitcoin.
Codificação da lógica de negócios. Os smart contracts permitiram, pela primeira vez, programar regras de interação sem intermediários.
Propriedade digital. Você, pela primeira vez, possui ativos que pode administrar completamente sem permissão do Estado ou de uma empresa.
Mercados de capitais mais eficientes. A cripto codifica operações financeiras de forma mais rápida e barata do que os sistemas tradicionais.
Inclusão financeira global. Milhares de pessoas sem conta bancária tiveram acesso, pela primeira vez, a um sistema financeiro digital unificado.
Onde a cripto já mudou a realidade
A aritmética dos fatos é inquestionável. Na Argentina, Turquia e Venezuela, onde a inflação destrói a moeda local, stablecoins já se tornaram um sistema financeiro paralelo. As stablecoins representam 61,8% do volume de negociações cripto na Argentina — isso não é especulação, é sobrevivência.
Para freelancers e nômades digitais, USDT tornou-se o dólar digital. Para comerciantes e empresários, transferir pesos para USDT com um clique é muito mais seguro do que esconder dinheiro debaixo do colchão ou arriscar no mercado negro.
Essa é uma desconfiança no crédito estatal, mas não o caos — é uma proteção à propriedade privada. Em países onde a moeda se desvaloriza constantemente, cada transação dessas é uma resistência ao roubo sistêmico.
A inércia institucional não para
Aqui estão alguns desenvolvimentos atuais:
Mesmo que a indústria esteja cheia de especulações, fraudes e caos, essas mudanças já aconteceram. Elas mudaram o mundo. E a indústria cripto continuará a transformar a estrutura financeira global.
Lições do mundo da internet: você precisa entender os ciclos
As dúvidas da modernidade muitas vezes se acalmam diante de uma perspectiva histórica.
Em 2000, a bolha da internet estourou: o NASDAQ caiu 78%. Em 1995, a Amazon era simplesmente um «site de venda de livros». Em 1998, o Google era considerado pior que o Yahoo. As redes sociais em 2006 eram apenas uma «rebeldia de adolescentes».
A primeira internet foi cheia de milhares de startups que desapareceram; inovações que ficaram no passado; investimentos sem retorno. 90% dos primeiros produtos móveis não sobreviveram. Mas isso não foi em vão.
BBS, portais, dial-up — tudo desapareceu. No entanto, a infraestrutura que criaram — navegadores, TCP/IP, servidores, compiladores — tornou-se a base para Facebook, Google, Apple, internet móvel, computação em nuvem, IA. Cada geração de tecnologia destrói a anterior, mas nenhuma foi sem propósito.
A cripto segue o mesmo caminho. Revoluções tecnológicas nunca terminam com uma única geração.
Você não está sozinho na sua persistência
Mesmo que o Ethereum seja substituído por outros blockchains, L2 reescrevam novas arquiteturas, e todas as DEX desapareçam — isso não será em vão. Você está criando o terreno para o futuro. Experimentando. Definindo parâmetros. Realizando experimentos sociais. Deixando experiência para quem vir depois.
Você não é o fim da história da cripto — você é a primeira geração dela. E você não está sozinho. Milhões de desenvolvedores, pesquisadores, operadores de nós, gestores de fundos e construtores ao redor do mundo estão impulsionando essa era junto com você.
A inflação global, a dívida soberana, o déficit de ativos após a queda das taxas livres de risco, a ausência de privacidade — todos esses problemas tornam a visão da indústria cripto não obsoleta, mas ainda mais relevante.
O rio não compete, mas beneficia a todos. E você ainda deve acreditar no que faz.